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Diagnóstico aponta falhas na parte elétrica de edifícios do Norte e Nordeste

Publicado Em: 16/10/2012

O Casa Segura, programa de conscientização e orientação sobre os cuidados com a rede elétrica nas edificações, cuja iniciativa é do Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre), divulgou no final de agosto os resultados de um diagnóstico visual das condições das instalações elétricas residenciais de 53 edifícios do Norte e Nordeste do Brasil – 24 na Bahia, 18 no Recife e 11 em Belém. Dos edifícios avaliados, 31 têm mais de dez anos de existência. Uma análise preliminar revela que os prédios de Salvador estão em pior situação, pois 67% dos seus centros de medição requerem manutenção e 71% dos edifícios avaliados não possuem Dispositivo Diferencial-Residual (DR), responsável por desligar um circuito quando ocorre fuga de corrente elétrica. E mais: 46% das instalações elétricas não possuem fio terra.

Em Belém, os dados também são contundentes. O diagnóstico revelou que 45% dos centros de medição dos edifícios e 55% dos quadros elétricos de força dos elevadores requerem manutenção. Além disso, 36% dos condomínios avaliados em Belém recorrem ao uso permanente de benjamins (Tê) e extensões para ligar equipamentos eletrônicos, o que pode provocar choques e iniciar incêndios devido à sobrecarga do sistema elétrico. Em Recife, o maior problema foi a falta de manutenção em 39% dos quadros elétricos de força dos elevadores.

O objetivo do diagnóstico é orientar e alertar os responsáveis dos condomínios e apartamentos sobre a necessidade de se adotar medidas de prevenção e correção nas instalações elétricas.
“Os números são alarmantes, a maioria absoluta das edificações apresentou algum problema na rede elétrica que, em um futuro próximo, pode resultar em choques elétricos, alguns até fatais, e em desperdício de energia e risco de incêndio”, destaca Milena Guirão, Gerente do Programa Casa Segura. De acordo com ela, os edifícios não cumprem os requisitos mínimos de segurança nas montagens de circuitos, quadros, materiais e dispositivos, têm sistemas de aterramento e condutores de proteção ineficazes e alguns disjuntores provocam aquecimento excessivo dos condutores, quadros e conexões, incorrendo em risco de incêndio.

Apesar da legislação em vigor, que determina vistorias técnicas periódicas nas edificações, de modo a zelar pela sua conservação e segurança, os resultados do diagnóstico mostram que a falta de fiscalização ainda é um problema. “O Programa Casa Segura atua não só para conscientizar a população, mas também as instituições públicas para elaboração de políticas que regulem e garantam a vistoria e a manutenção constante das instalações elétricas. É preciso haver uma mobilização por parte dos órgãos governamentais, exigindo que se faça cumprir leis que obriguem a inspeções elétricas prediais ao menos a cada cinco anos. Países como Argentina, Colômbia e Peru já dispõem desse tipo de regulamentação. No Brasil, cidades como Salvador/BA e São Caetano do Sul/SP, por exemplo, já possuem leis que determinam a manutenção preventiva periódica das edificações públicas e privadas, porém padecem por falta de fiscalização”, destaca Milena.

Em Salvador, a Lei Municipal nº 5.907, em vigor desde setembro de 2001, determina que as edificações devem sofrer vistorias técnicas registradas por meio de relatórios ou laudos técnicos. Por Lei, a Prefeitura determina a periodicidade das vistorias. Em Pernambuco, a Lei Estadual Nº 13.032, de junho de 2006, estabelece regras para a realização obrigatória de vistoriais periciais trienais e respectivas manutenções periódicas em edificações públicas ou privadas que tenha mais de cinco anos a partir da liberação do ‘Habite-se’.

Para as três regiões avaliadas, o ponto positivo está no quesito eficiência energética. Quase 89% dos 53 condomínios fazem uso de sistema de iluminação com lâmpadas fluorescentes (Bahia – 83%; Recife – 100% e Belém 82%).

Para a pesquisa, foram avaliadas as condições dos principais componentes da instalação elétrica dos edifícios, incluindo a entrada de energia, o centro de medição, quadro geral de distribuição, demais quadros do edifício (bombas, elevadores, etc.), além da situação dos condutores elétricos, caixas, interruptores, tomadas, luminárias e demais componentes da instalação.

Em Salvador e Belém, o diagnóstico foi realizado em parceria com o SECOVI (Sindicato da Habitação) de cada Estado e a empresa VIP – Vistoria Inspeções Prediais. Em Recife, além da VIP, participou do projeto a CELPE – Grupo Neoenergia.

Principais resultados do diagnóstico

Em Salvador (BA) – análise em 24 condomínios:

- 67% dos centros de medição requerem manutenção;
- 42% recorrem ao uso permanente de benjamins (Ts) e extensões para ligar equipamentos eletrônicos;
- 46% das instalações elétricas não possuem “fio terra”;
- 71% não possuem Dispositivo Diferencial-Residual (DR), responsável por desligar um circuito quando ocorrer fuga de corrente elétrica;
- 50% dos quadros elétricos de força dos elevadores requerem manutenção;

Em Recife (PE) – análise em 18 condomínios:

- 7% dos centros de medição requerem manutenção;
- 7% das instalações elétricas não possuem “fio terra”;
- 9% não possuem Dispositivo Diferencial-Residual (DR), responsável por desligar um circuito quando ocorrer fuga de corrente elétrica;
- 39% dos quadros elétricos de força dos elevadores requerem manutenção;

Em Belém (PA) – análise em 11 condomínios:

- 45% dos centros de medição requerem manutenção;
- 36% recorrem ao uso permanente de benjamins (Ts) e extensões para ligar equipamentos eletrônicos;
- 9% das instalações elétricas não possuem “fio terra”;
- 55% dos quadros elétricos de força dos elevadores requerem manutenção.

Casa Segura

Criado no Brasil em 2005, o Programa Casa Segura foi tão bem-sucedido que já se espalhou por outros países como Argentina, Chile, México e Peru. No Brasil, o Casa Segura iniciou seu trabalho por meio de um diagnóstico da rede elétrica de 150 edifícios com mais de 20 anos na cidade de São Paulo, obtendo resultados críticos. A grande maioria, por exemplo, não tinha dispositivo contra sobrecargas nem condutor de proteção, conhecido como fio-terra, obrigatório por lei para todas as construções erguidas. Atualmente, além de São Paulo, o Programa atua em Goiânia, Rio de Janeiro e Curitiba, chegando agora ao Nordeste.

Para conferir as novidades e obter informações sobre como proteger o imóvel, basta acessar o site: www.programacasasegura.org

 

 

Fonte: http://www.obra24horas.com.br/materias/arquitetura/diagnostico-aponta-falhas-na-parte-eletrica-de-edificios-do-norte-e-nordeste