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Publicado Em: 21/01/2013

Fonte: O Diário

Mesmo com cerca de 10 mil trabalhadores já empregados na região metropolitana de Maringá, o setor de construção civil continua a gerar empregos, a ponto de ter criado mais 1,8 mil vagas somente no ano passado – número que poderia ser ainda maior, não fosse a falta de qualificação que assola o segmento, de acordo com informações do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário (Sintracom).

Justamente por isso, a entidade vê com bons olhos ações de empresas como a A. Yoshii Maringá Engenharia Ltda., que oferece cursos de alfabetização e profissionalizantes aos operários com aulas nos próprios canteiros de obras, e a Plaenge Empreendimentos, que tem sistema semelhante implantado em outras cidades e em Maringá pretende iniciar cursos no segundo semestre.

A A. Yoshii atua em várias cidades do País, com cerca de 3,8 mil funcionários. A empresa está em Maringá desde junho de 2010 em emprega 530 trabalhadores. "Cerca de 95% de nossos colaboradores são empregados diretos", informa o gerente de Maringá, Luiz Rogério Venturini.

Com base na filosofia de qualificar os operários, ele explica que a empresa oferece aulas de aproximadamente 2 horas, em salas instaladas nos próprios canteiros da obras, após o expediente. Em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), a A Yoshii tem 11 alunos no curso de alfabetização, com duração de 24 meses.

O curso profissionalizante, ministrado pelos engenheiros civis da empresa, conta com três turmas de até 20 alunos cada e ensina leitura e interpretação de projetos hidráulicos, elétricos e estruturais, com duração de até 3 meses.

Em outras cidades, a incorporadora oferece também o curso de mestre de obras, com duração de 1 ano e meio. Venturini diz que esse curso será implantado brevemente em Maringá.

A empresa também mantém o Instituto Atsushi e Kimico Yoshii, que oferece cursos de artesanato com materiais recicláveis aos familiares dos funcionários.

"São materiais como barricas e lonas, que usamos nas obras e se transformam em diversos objetos, como brindes e presentes, inclusive de decoração. A produção é comercializada pela empresa. É uma forma de a família aumentar a renda. Damos o material e as aulas. O aprendizado pode se transformar em uma profissão também", completa.

Os funcionários ainda têm a opção de exercer atividades voluntárias em uma ação denominada Projeto Click. Neste caso, o funcionário ensina aos colegas alguma coisa em que tem habilidade ou conhecimento. "Temos uma funcionária que é tailandesa e ensina mandarim. Outros já deram aulas de matemática, inglês, informática e matemática financeira", informa Venturini.


Preparativos
A Plaenge Empreendimentos está preparando cursos para o segundo semestre deste anoem Maringá. Em outras cidades, o sistema já foi implantado. "Formatamos cursos para operários e para a comunidade em geral", explica o gerente da empresa, Leonardo Ramos Fabian.

Ele conta que, na maioria dos casos, os profissionais que fazem o curso são contratados. Nos locais em que são oferecidos esses cursos, a empresa conta com uma edificação que tem a estrutura de uma escola.

"Há estrutura para aulas teóricas e práticas", acrescenta. Em Maringá, por enquanto, a Plaenge oferece cursos pontuais, específicos para algumas áreas e para os próprios funcionários, na própria obra, após o expediente.

Fabian concorda que que há muitos empregos no ramo. "Mas falta a qualificação. Quem é do ramo tem interesse em fazer cursos, mas há casos em que muita gente se aventura sem compromisso nem vontade de aprender. Isso acaba mais atrapalhando do que ajudando", completa. Em Londrina, a Plaenge oferece de cinco a seis cursos por ano, que duram de 2 a3 meses.


Incentivo
Outra empresa, a EcoIngá Empreendimentos Imobiliários, diz que incentiva os funcionários a fazerem cursos de graduação e pós-graduação com até R$ 250 por mês.

"A empresa também custeia cursos profissionalizantes, normalmente de forma integral", explica Juliana Molina dos Reis, coordenadora de marketing da EcoIngá. "É a empresa que acaba ganhando com a capacitação de seus funcionários. Aqui, todos são incentivados", completa.


Bom profissional
O Sintracom elogia a inciativa das empresas que oferecem cursos de profissionalização. "A A. Yoshii, por exemplo, cria o seu próprio benefício ao qualificar seus profissionais. É muito inteligente e positivo da parte dela", diz o presidente do sindicato, Jorge Moraes.

Ele conta que, atualmente, o mercado tem colocação imediata para cerca de mil trabalhadores, mas é preciso que eles sejam qualificados. "São profissionais como pintores, armadores, pedreiros e azulejistas, que estão em falta no mercado", comenta.

Segundo Moraes, os profissionais qualificados recebem salários acima dos especificados pelo sindicato. "As empresas pagam mais para segurar o bom profissional".

 

Vanda Munhoz