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Sob o signo do fogo

Publicado Em: 21/03/2013

A cerâmica é a fusão total do espírito do artesão com o barro e com o fogo. O ceramista transforma-se no barro que amassa e deixa-se revelar. Nessa laboriosa solitude descobre a sua personalidade e deixa-se iluminar.

Se as peças manifestam a individualidade de cada ceramista como a renomada Kideako Honma prega, então o Museu de História e Arte Heliton Borba Cortes, no Teatro Calil Haddad, estará repleto de diversidade até o dia 9 de abril com a exposição "Percursos da Cerâmica", que reúne artistas de todas as profissões, idades, técnicas e expressões. A mostra é do grupo Ecostume e faz parte do projeto Convite às Artes Visuais da Secretaria de Cultura.
Segundo Hélio Moreira Junior, coordenador da mostra, o principal objetivo da exposição é mostrar os caminhos que levam a arte à exclusividade. "Em todas as formas de expressão artísticas existem a entrega e revelação da personalidade do artista. Quanto maior for essa revelação, maior tende a ser a originalidade da sua obra, o que a torna única e exclusiva", explica.
Serão expostas aproximadamente 36 peças, feitas por empresários, advogados, médicos, aposentados e recém-formados que nas horas vagas reúnem-se no Ecostume Ateliê para se dedicarem a arte.
"Este é o resultado da união de forças desses profissionais que vêm na arte o melhor caminho para os seus hobbies e lazer", conta o coordenador da mostra Hélio Moreira Junior.
O estúdio surgiu na cidade há 14 anos, depois que Moreira se encantou pelo que havia aprendido com Alcione Yamamura. Para ele, a cerâmica é uma arte terapêutica. "É uma atividade na qual se pode, ao mesmo tempo, criar e relaxar. Exige de quem executa uma dedicação e atenção muito grande e também requer interação com diferentes formas e materiais", diz.
As peças da exposição foram feitas em processos diversos a partir do biscoito ou do raku, esmaltadas ou não e queimadas em alta e baixa combustão.
"Cada uma precisou de dois ou três meses para ficar pronta. A escolha dos ingredientes, a forma do manejo e a combustão oferecem muitas possibilidades de variações. O fogo é praticamente um co-autor da obra", destaca Moreira.
Completando a mostra, 20 paineis contam a história da cerâmica desde as primeiras peças que datam de 24 mil anos a.C., passando pela arte egípcia, mesopotâmica, grega, chinesa, entre outras, até os moldes atuais.
A programação do projeto também conta com a palestra "Percursos da Cerâmica Artística Contemporânea" de Cristiane Aun Bertoldi no dia 4 de abril às 19h3 no auditório Dona Etelvina do Cesumar, no qual a doutora em Cerâmica pela FAU-USP, irá tratar sobre as possibilidades de aplicações desta arte em eletroeletrônicos, sondas, naves etc.
Nos dias 5 e 6 de abril, das 14h às 18h e das 8h às 12, respectivamente, a ceramista Silvia Tagusagawa ira tratar na oficina "Transferencias de Imagens" a nova técnica de passar figuras de fotocópia e outros suportes flexíveis para a cerâmica, no Ateliê Ecostume.

ATÉ 9 DE ABRIL

Mostra com painéis contando a história da cerâmica
Quando: de hoje até 9 de abril 
Onde: Teatro Calil Haddad
Horário de Visitação: segunda à sexta-feira das 
Palestra "Percursos da Cerâmica Artística Contemporânea"
Quando: 4 de abril às 19h30 
Onde: Cesumar, auditório Dona Etelvina, bloco 7.

Oficina "Transferência de Imagens"
Quando: 5 de abril das 8h às 12h 
Onde: Ateliê Ecostume (Antônio Carniel, 179)