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Publicado Em: 24/10/2013

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA-PR) realiza nesta quinta-feira (24), no Paço Municipal, a partir das 15h30, uma reunião com engenheiros e representantes do Município para conhecer os debates sobre a questão salarial dos cerca de 50 engenheiros e arquitetos do quadro da Prefeitura de Maringá.

O encontro acontece no momento em que a Prefeitura está negociando o Plano de Carreira e Salários de seus funcionários. Engenheiros e arquitetos recebem cerca de R$ 2,7 mil para trabalhar 40 horas semanais. O piso nacional da categoria é de R$ 6,1 mil no setor privado. Os profissionais da prefeitura estão reivindicando o pagamento do piso nacional, ou recebimento de gratificação por responsabilidade técnica referente a 100% da remuneração.

O presidente da AEAM, Nivaldo Barbosa de Lima, considera justo que os profissionais busquem seus direitos e entende que o diálogo é o melhor caminho para que eles cheguem a um denominador comum com a prefeitura. "Temos que entender que as responsabilidades de um Engenheiro são muito grandes. É um profissional que passa vários anos em uma faculdade e que, ao longo da carreira, tem que fazer inúmeros cursos para se manter atualizado. Assim, tenho a certeza de que o município vai saber valorizar este profissional", frisa o dirigente.

A presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar), Iraídes Fernandes, lembra que a luta da classe é antiga. Este ano eles fizeram um protesto, paralisando as atividades por 24 horas no dia 12 de julho. “Os salários desses profissionais em Maringá é inferior ao de muitas prefeituras vizinhas, estando abaixo da média nacional”, ressalta.

Para o vice-presidente do CREA, Osvaldo Danhoni, o Conselho entende que a classe precisa ser mais valorizada. “Sugerimos aplicação do salário mínimo profissional, referenciado na lei federal 4950-A. Sabemos que na Prefeitura há uma troca constante de engenheiros. Após se especializarem, eles buscam melhores oportunidades no setor privado. Quem perde com isso é a população. A Prefeitura precisa de profissionais hábeis, pois somente com bons projetos há captação de verbas. Maringá é uma das cidades que mais recebe investimentos no País, e isso acontece por conta dos funcionários altamente capacitados que lá trabalham. Por isso é mais que justo que eles sejam bem remunerados”, afirma.

O diretor regional em Maringá do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR), Samir Jorge, ressalta a falta de perspectiva na carreira.“Não há evolução. Um engenheiro que trabalha há muitos anos na Prefeitura ganha menos que o piso. Maringá prima pelo planejamento urbano, por isso não pode dar uma má remuneração aos seus técnicos, sem perspectiva a longo prazo”.

O gerente regional do CREA-PR em Maringá, Hélio Xavier, afirma que a entidade está acompanhando todas as discussões. “Primamos pela valorização das profissões relacionadas à engenharia, agronomia e geociências. Com remunerações compatíveis com o valor de mercado, o profissional terá melhores condições de atuação. A valorização profissional traz benefícios para toda a sociedade”.

Às 17h30, haverá outra reunião, na sede regional do CREA-PR em Maringá, com engenheiros da Prefeitura para debater questões relacionadas às competências legais e possibilidades de fiscalização do CREA-PR. (Texto principal da As. do CREA-PR com inserção de depoimento do presidente da AEAM)