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Publicado Em: 23/01/2014

Aumento da arrecadação amplia horizonte de uso da poupança como funding para o crédito imobiliário 

A captação líquida da poupança na Caixa Econômica Federal cresceu 46% no Paraná em 2013, fechando o ano com saldo de R$ 15,7 bilhões no Estado, o melhor desempenho na história do banco. Apenas no mês de dezembro, foram 37.751 novas contas, o que corresponde a um montante de R$ 353,4 milhões depositados no período. A poupança é o principal funding para crédito imobiliário no país.
 
A maior concentração da poupança no banco se dá para pessoas com idade entre 25 e 45 anos, faixa etária que corresponde a 43% da base dos clientes. Em relação ao gênero, as mulheres respondem por 51% das contas. A classe média também tem poupado mais. Nos últimos três anos, houve um acréscimo de 41% na quantidade de poupadores dos segmentos de média renda na Caixa Econômica Federal.
O aumento no saldo da captação da caderneta de poupança dá novo fôlego aos empresários da construção civil. De acordo com a Associação Brasileira de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), a modalidade deve sustentar o funding para financiamentos habitacionais no mínimo até 2015. A projeção inicial da entidade era até 2014. Pelas regras do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), 65% dos depósitos da poupança devem ser destinados ao crédito para financiamento de imóveis residenciais.
Segundo o superintendente regional Curitiba Oeste da Caixa Econômica Federal, Fabio Carnelós, em se tratando da Região Metropolitana de Curitiba, o que prevaleceu no ano passado foram os financiamentos habitacionais para os imóveis enquadrados no Minha Casa, Minha Vida. "Esse é um programa muito inteligente. Primeiro porque ele tem o subsídio, o que faz com que as pessoas tenham mais condição de alcançar o sonho da casa própria. Segundo, porque por meio dele se pode atender toda a renda e a necessidade de vencer o déficit habitacional", avalia.
Em relação ao endividamento, Carnelós afirma que a inadimplência está controlada, variando em torno de 1,2% a 1,7% ao mês, o que se trata de "um índice extremamente baixo", na avaliação do superintendente. "Não nos preocupamos com a inadimplência. A nossa carteira habitacional é muito sólida. De cada R$ 70,00 que nós emprestamos, temos R$ 100,00 de garantia", observa.
Dados do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) revelam que no Paraná o déficit habitacional - que representa o número de moradias que não são capazes de atender dignamente aos moradores - corresponde a 217,7 mil residências (6,1% do total de domicílios do Estado). O Estado detém o maior índice da Região Sul.